Hoje definitivamente estou voltando a vida de labuta diária, calhou de ser logo no Dia Mundial da Saúde, área que milito a 20 anos, destes 18 como funcionário público e 11 anos como profissional liberal de psicologia. Enfim me sinto grato por ao longo de minha vida profissional estar podendo contribuir, com minha pequena parcela de participação, com a melhoria da saúde.
Acredito ter podido contribuir positivamente com uma melhor qualidade de vida física e mental de diversos usuários e profissionais do Sistema Único de Saúde, das populações indígenas, das pessoas que vivem com HIV/aids e da população em geral que pode transitar em meus Settings terapêuticos ou nas diversas oportunidades de trabalho com grupos em capacitações e oficinas de aprendizagem e troca de saberes. Hoje ao chegar na Secretaria de Saúde me deparo com protestos em sua entrada, mais uma vez os sindicatos e a população vai a rua para reivindicar melhores condições de trabalho e de prestação de serviço de qualidade a população no âmbito da saúde pública. Acho fantástico, pois a dinâmica de aperfeiçoamento em uma sociedade democrática é feita através destes movimentos de ajustes com as ações das politicas públicas locais.
Protestos desta natureza devem ocorrer no país todo em razão da data e de que nosso Sistema Único de Saúde o SUS com 26 anos de implantação ainda apresenta muitas falhas na sua execução da Atenção Básica, passando pela Média e Alta Complexidade. Com uma politica de recursos humanos complexa, com uma má distribuição de especialidades nas diversas regiões e com salários defasados. Embora, exista avanços na acessibilidade e nas novas tecnologias de prevenção e assistência no âmbito do SUS ainda existem problemas graves sendo enfrentados em nossa realidade.
A campanha de 2014 para o Dia Mundial da Saúde trás como tema: "Pequenas picadas, grandes ameaças." A ideia é alertar a população para os riscos de patologias transmitidas por vetores, tais como insetos, mosquitos, caramujos, dentre outros. Tais doenças são tipicas de países tropicais cujo a infraestrutura de saneamento básico e moradias é precária. Enfim nosso SUS anda capenga porque ainda carecemos da garantia de nossos direitos básicos, tais como: alimentação, moradia, àgua tratada, saneamento, educação, lazer, etc.
São tantas faltas que a demanda de pessoas doentes superlota o Sistema como todo. Mas sou um otimista e acredito que estes movimentos sociais e a pressão populacional vai como passar do tempo acrescentando novos rumos nas Politicas Públicas de Saúde em nosso Brasil e quem sabe no futuro não seja mais necessária que campanhas desta natureza sejam direcionadas a países como o nosso.

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